Zé Felipe sabe, desde pequeno, como é crescer em uma família famosa. Filho de Leonardo, o cantor passou a infância cercado pelos holofotes, e agora vive o outro lado da história como pai de Maria Alice, de 5 anos, Maria Flor, de 3, e José Leonardo, de 1 — frutos do relacionamento com Virginia Fonseca —, e que também crescem diante do olhar do público.
Na semana do Dia dos Pais, em entrevista exclusiva ao gshow, Zé avaliou o impacto da paternidade em sua vida, como isso mudou seus medos e até como imagina o futuro.
O sertanejo, que foi alvo de uma polêmica após ser filmado com o filho durante um evento de família, ainda refletiu sobre as diferenças entre as duas gerações, e sobre como a internet transformou a forma como as famílias lidam com a exposição.
"Eu acho que hoje, com a internet, tudo ficou muito maior. Antigamente era televisão, rádio e revista. Hoje, com a força da internet, todo mundo tem mais voz. Isso tem a parte boa e a parte ruim, porque, assim como existem pessoas boas, existem pessoas ruins."
Zé também relembrou a própria infância: "Eu não lembro de ter sofrido alguma crítica quando eu era criança, e isso me conforta um pouco também."
Apesar da exposição, o cantor também afirma que fica mais tranquilo ao perceber que os filhos ainda não têm contato com o que é dito sobre eles nas redes sociais.
"Falam dos meus filhos, mas eles nem sabem disso. Eles estão preocupados em brincar e ter a rotina deles. Então, isso nunca me pegou e, na verdade, até me conforta saber disso."
Aprendizado constante
Se a fama e a internet fazem parte da rotina da família, Zé diz que, dentro de casa, as preocupações são as mesmas de qualquer pai. Para o cantor, a paternidade é um aprendizado constante e mudou completamente sua forma de enxergar a própria vida.
"É um desafio diário. A gente aprende muito mais do que ensina. A gente ama nossos pais, mas o amor que a gente tem por eles não consegue ser igual ao amor que a gente tem pelos filhos. Então, a gente começa a entender o lado dos nossos pais, a forma como eles nos veem. É um aprendizado."
Rotina e vida trila
Entre os principais desafios, ele diz que está encontrar o equilíbrio entre impor limites e preservar uma infância tranquila para os filhos.
"Eu aprendo muito e tento deixar meus filhos sempre com o pé no chão. Dentro do possível e dentro da vida que eu tenho, que a mãe deles também tem, eu tento fazer com que eles tenham uma vida o mais normal possível e uma rotina mais tranquila. Horário para dormir, horário para acordar, para comer, para fazer as atividades, para brincar... Então eu tento dar essa rotina para eles, porque acho que, na idade deles, isso é o mais importante: poder ter uma vida mais tranquila possível."
Mudança radical
Ao falar sobre o impacto da chegada dos filhos, Zé resume a experiência como uma transformação sem volta. Segundo ele, a paternidade mudou suas prioridades, seus medos e até a forma como imagina o futuro.
"Quando nasce o filho, nasce o pai também. É uma coisa que não tem como descrever. Você muda os valores da sua vida. O seu tempo livre passa a ser para eles. Você fica com mais medo de morrer. Você tem alguém para dar exemplo, alguém que você quer ver feliz. Acho que isso é o mais importante. Eu quero ver meus filhos felizes, quero ver meus filhos terem uma família, se realizarem."
Para o cantor, a mudança foi tão profunda que hoje é difícil imaginar como era a vida antes deles.
"Depois que nasce o primeiro filho, parece que você não consegue mais lembrar como era sua vida sem ele. Parece que ele sempre esteve ali, mesmo sem ter estado. É uma coisa muito doida", diz sorrindo.
Pai desde os 23 anos, Zé diz que sempre sonhou em construir uma família e acredita que ter vivido essa experiência cedo permitirá aproveitar diferentes fases da vida ao lado dos filhos.
"Eu sou muito orgulhoso de ter meus filhos, de ser pai. Fui pai novo e sempre quis isso. E é bom também, porque quando meus filhos crescerem e tiverem 18 anos, eu ainda vou estar novão. A gente vai poder aproveitar do jeito que eles gostarem. Se quiserem viajar, vamos viajar. Se gostarem de sair, vamos sair. Acho que isso é o mais importante. É aquilo que o dinheiro não compra: momentos e tempo de qualidade."