A Polícia Federal (PF) cumpriu, nesta sexta-feira (21), medida judicial no âmbito da investigação sobre a emissão de 13 procurações públicas supostamente fraudulentas que teriam sido produzidas em um cartório no interior do Maranhão.
Os documentos, identificados entre agosto de 2024 e março de 2025, davam amplos poderes para movimentações bancárias e previdenciárias, realização de atos patrimoniais e transferência de veículos.
A apuração teve início após uma notícia-crime acerca de irregularidades na lavratura das procurações.
Durante as investigações, verificou-se que parte dos documentos teria sido utilizado em diferentes unidades da Federação, indicando possível atuação interestadual.
Também foram identificados instrumentos públicos atribuídos a pessoas já falecidas.
De acordo com as investigações, as procurações eram possivelmente destinadas à prática de fraudes, incluindo operações bancárias, tentativas de saques previdenciários e transferência de bens.
A investigação prossegue para esclarecer a extensão dos fatos, identificar outros envolvidos e apurar a eventual prática dos crimes de falsificação de documento público, estelionato qualificado e uso de documento falso, sem prejuízo de outras infrações penais que venham a ser identificadas ao longo das diligências.