A partir desta segunda-feira (24), familiares de pessoas desaparecidas poderão fornecer amostras de DNA em postos espalhados por todo o país para auxiliar nas buscas policiais. O procedimento, realizado por órgãos periciais oficiais, não tem custo, é rápido e indolor.
Durante a semana, quem tiver interesse em utilizar o serviço deverá se dirigir a um dos locais designados e apresentar um documento de identificação, assim como as informações do Boletim de Ocorrência do desaparecimento (número, estado de registro e delegacia). É recomendável, embora não obrigatório, levar uma cópia do boletim. Quem já fez a coleta não precisa repetir o procedimento.
Para a captação do DNA, o profissional usará um cotonete na parte interna da bochecha, recolhendo uma amostra de saliva do voluntário. O material possibilita a comparação com perfis genéticos de pessoas encontradas, vivas ou falecidas, cuja identidade seja desconhecida. Após o mapeamento, os perfis genéticos dos familiares são cruzados com os bancos estaduais e nacional, o que amplia as possibilidades de identificação e localização.
A doação deve ser feita, preferencialmente, por familiares de primeiro grau, de preferência na seguinte ordem: pai ou mãe biológicos; filhos biológicos e o outro genitor; e, por fim, irmãos biológicos – filhos do mesmo pai e da mesma mãe. Caso não seja possível seguir a ordem sugerida, outros familiares poderão ser considerados. Crianças podem doar material genético, desde que acompanhadas do responsável legal.
Mobilização Nacional de Coleta de DNA
A mobilização está em sua quarta edição. Ao todo, serão disponibilizados 342 postos, com um posto no edifício-sede do MJSP (Ministério da Justiça e Segurança Pública), no Palácio da Justiça, em Brasília (DF).
De acordo com o MJSP, a doação poderá ser feita em qualquer um dos pontos, independentemente de onde ocorreu o desaparecimento. Ainda de acordo com a pasta, não há prazo limite para a coleta.