O Ministério Público do Estado de Alagoas (MPAL) acompanhou, nesta quinta-feira (17), a incineração de 700 quilos de drogas apreendidas pelas forças policiais nos últimos 12 meses em Maceió e Região Metropolitana. A incineração ocorreu no forno de uma indústria situada no Polo Industrial de Marechal Deodoro.
Titular da 65ª Promotoria de Justiça de Combate ao Tráfico de Entorpecentes da capital, a promotora Martha Bueno explicou que todo o trabalho, desde a custódia da droga pela Polícia Civil até o descarte final hoje, tem a fiscalização e o trabalho do Ministério Público. “Incumbe a nós da 65a PJC fiscalizar, mas esse é um trabalho conjunto com a Polícia Civil e a Militar”, salientou.
De acordo com ela, a PM faz os autos de prisão em flagrante (APFs), depois a droga é encaminhada à Polícia Civil para ser guardada e uma amostra de cada apreensão vai para o Instituto de Criminalística (IC), responsável pela análise laboratorial para confirmar o tipo de droga.
“É com esse laudo do IC que temos a materialidade delitiva dentro dos autos processuais, para assim seguirmos com o processo e buscarmos a condenação. Temos que destacar também que, com a finalidade de combater o tráfico de drogas, a Polícia Civil aumentou o efetivo de delegados na Região Metropolitana”, acrescentou a promotora Martha Bueno.
A quantidade de drogas incineradas nesta quinta-feira, cerca de 700 quilos, é maior do que a que foi incinerada em 2025, quando 500 quilos foram destruídos. “Isso representa o combate das instituições contra o tráfico. Nós estamos em constante vigilância. Esse descarte é um alívio para a sociedade e um aperto e perda de material para os criminosos. O tráfico é insistente, mas nós somos combatentes. As instituições estão sempre de plantão”, assinalou a promotora.
A delegada Michelly Ribeiro, que é a coordenadora do Departamento de Investigações e Repressão ao Narcotráfico da Polícia Civil de Alagoas, por sua vez, acrescentou que a cada dia se tira mais droga de circulação. Para fazer a incineração, ela destacou que antes é preciso obter autorização judicial.
“Temos a fiscalização do MP em todas as etapas, inclusive para confirmar que se essa droga incinerada é a mesma que foi apreendida. Isso gera prejuízos ao tráfico e alívio para a sociedade”, apontou a delegada, que também estava acompanhada pelos delegados Mac Dowell Fortes, Rafael Antunes e Rafael Lemos, além de agentes da PC e da Polícia Militar.