Ator americano do filme 'A Paixão de Cristo' vai interpretar Bolsonaro no cinema

Jim Caviezel foi escolhido para interpretar o ex-presidente Jair Bolsonaro

Por Na Telinha 24 de Novembro de 2025 às 21:37
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Ator americano do filme 'A Paixão de Cristo' vai interpretar Bolsonaro no cinema
Imagem: Jim Caviezel ganhou notoriedade em papéis associados a produções de forte apelo cristão e conservador - Foto: Reprodução
O ator norte-americano Jim Caviezel foi escolhido para interpretar Jair Bolsonaro no filme Dark Horse, produção que apresenta o ex-presidente como herói e tem roteiro escrito por Mário Frias.

Com gravações no Brasil e continuidade prevista nos Estados Unidos e no México, o projeto adota rígido esquema de sigilo e reúne um elenco internacional, além de contar com apoio declarado de Donald Trump.

Caviezel, cujo nome completo é James Patrick Caviezel, ganhou notoriedade em papéis associados a produções de forte apelo cristão e conservador.

Entre seus trabalhos mais conhecidos estão A Paixão de Cristo (2004), dirigido por Mel Gibson, Som da Liberdade (2023) e a série Person of Interest (2011–2016). Também participou de filmes como O Conde de Monte Cristo (2002), Déjà Vu (2006) e Linhas Cruzadas (2001).

Nos últimos anos, o ator se tornou figura recorrente em eventos e palestras em que expôs teorias conspiratórias. Em conferências como a Health and Freedom Conference, em Tulsa, e a Patriot Roundup, repetiu narrativas que descrevem a existência de uma elite global envolvida em sequestro de crianças e extração de adrenocromo, tema frequentemente associado ao QAnon.

Em discursos, afirmou que “milhões de crianças desaparecem por ano” e citou números como “5 milhões de crianças por ano” sem apresentar referências verificáveis. Em falas sobre governos, corporações e instituições, afirmou a existência de uma “cabala satânica” responsável por controlar estruturas políticas, financeiras e midiáticas.

Caviezel também classificou vacinas contra a Covid-19 como “terapia genética” e afirmou que fariam parte de um plano de despovoamento. Em outros pronunciamentos, associou imigração, aborto e debates de gênero à ideia de uma tentativa organizada de destruir a chamada “civilização cristã ocidental”.