China se diz “chocada” e alega que captura de Maduro viola soberania
Governo chinês diz que ação contra Maduro configura “uso flagrante da força” e alega que ofensiva ameaça a paz na América Latina
Por Metrópoles
03 de Janeiro de 2026 às 13:45
Imagem: Divulgação/Gabinete de Imprensa da Presidência da Venezuela
A China condenou, neste sábado (3), a ofensiva militar dos Estados Unidos na Venezuela e a captura do presidente Nicolás Maduro e a esposa, Cilia Flores, classificando a operação como um “uso flagrante da força contra um Estado soberano”. A reação foi divulgada em comunicado do Ministério das Relações Exteriores chinês.
“A China está profundamente chocada e condena veementemente o uso flagrante da força pelos EUA contra um Estado soberano e a ação contra seu presidente, Nicolás Maduro”, afirmou um porta-voz da chancelaria em publicação nas redes sociais.
Segundo o governo chinês, a operação norte-americana viola gravemente o direito internacional e a soberania venezuelana.
“A China está profundamente chocada e condena veementemente o uso flagrante da força pelos EUA contra um Estado soberano e a ação contra seu presidente, Nicolás Maduro”, afirmou um porta-voz da chancelaria em publicação nas redes sociais.
Segundo o governo chinês, a operação norte-americana viola gravemente o direito internacional e a soberania venezuelana.
Pequim acrescentou que a ofensiva dos EUA representa uma ameaça direta à paz e à segurança da América Latina e do Caribe.
“Tais atos hegemônicos dos Estados Unidos violam os propósitos e princípios da Carta das Nações Unidas. Exigimos que Washington cesse imediatamente as violações da soberania e da segurança de outros países”, ressalta o comunicado.
Onde está Maduro?
“Tais atos hegemônicos dos Estados Unidos violam os propósitos e princípios da Carta das Nações Unidas. Exigimos que Washington cesse imediatamente as violações da soberania e da segurança de outros países”, ressalta o comunicado.
Onde está Maduro?
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou que Nicolás Maduro e a esposa, Cilia Flores, foram capturados e levados para fora da Venezuela. Segundo Trump, o casal está a bordo do navio USS Iwo Jima, a caminho de Nova York, após ser transportado por helicópteros militares.
Trump afirmou que a captura foi precedida por tentativas de negociação e que a administração ainda avalia os próximos passos em relação à governança da Venezuela. “Não podemos correr o risco de deixar outra pessoa assumir o comando e simplesmente continuar o que ele deixou. Queremos promover a liberdade para o povo”, declarou o republicano.
Trump afirmou que a captura foi precedida por tentativas de negociação e que a administração ainda avalia os próximos passos em relação à governança da Venezuela. “Não podemos correr o risco de deixar outra pessoa assumir o comando e simplesmente continuar o que ele deixou. Queremos promover a liberdade para o povo”, declarou o republicano.
O presidente norte-americano também disse ter acompanhado a operação em tempo real, a partir de Mar-a-Lago, ao lado de generais do Exército, e elogiou a rapidez e a complexidade da ação militar. Questionado sobre as alternativas oferecidas a Maduro antes da captura, Trump afirmou que foi direto: “Eu disse que ele precisava desistir. Tinha de se render”.
Aliados
A reação da China ganha peso diplomático, pois ocorre após Maduro ter recebido, no Palácio de Miraflores, nessa sexta-feira (2/1), o enviado especial do governo chinês, Qiu Xiaoqi. A visita contou com a presença da vice-presidente Delcy Rodríguez e do chanceler Yván Gil, e teve como foco a revisão de mais de 600 acordos bilaterais entre os dois países.
Pequim é hoje a maior compradora de petróleo bruto da Venezuela, responsável por cerca de 4% das importações chinesas, e tem criticado reiteradamente as sanções impostas pelos Estados Unidos contra o governo chavista.
Pequim é hoje a maior compradora de petróleo bruto da Venezuela, responsável por cerca de 4% das importações chinesas, e tem criticado reiteradamente as sanções impostas pelos Estados Unidos contra o governo chavista.
No fim de dezembro, o governo chinês já havia classificado como “grave violação do direito internacional” a apreensão, pelos EUA, de navios estrangeiros ligados ao comércio de petróleo venezuelano.
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