Babá acusada de espancar criança autista é alvo de ameaças por parte de moradores do bairro Brasília, em Arapiraca

Um grupo de pessoas cercou a residência da mulher e tentou invadir o imóvel

Por Redação NN1 31 de Janeiro de 2026 às 10:12
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Babá acusada de espancar criança autista é alvo de ameaças por parte de moradores do bairro Brasília, em Arapiraca
Imagem: Reprodução
Uma babá está sendo acusada de agressão física contra uma criança autista de 5 anos, em Arapiraca. As agressões contra a criança teriam ocorrido no mês de dezembro de 2025. E na noite dessa sexta-feira (30), moradores do bairro Brasília, em Arapiraca, revoltados com a situação, cercaram a residência da acusada e tentaram invadir o imóvel para espancá-la. 

De acordo com informações da Polícia Militar, uma guarnição do 3º Batalhão foi acionada. Ao chegar ao local, os policiais encontraram dezenas de pessoas exaltadas em frente à casa, acusando a babá de ter praticado agressões contra a criança autista.

Segundo a PM, o clima era de forte tensão e havia risco real de espancamento, o que motivou a intervenção imediata das equipes policiais. A corporação informou ainda que os manifestantes não têm ligação direta com a família da criança, mas agiram movidos pela indignação diante das informações que circularam sobre o caso. Com apoio de outra guarnição, os policiais conduziram as partes à Central de Polícia Civil de Arapiraca. 

Na delegacia, a mulher não conseguiu identificar individualmente quem a teria ameaçado, relatando apenas que ouviu gritos e xingamentos. Por isso, não foi lavrado Termo Circunstanciado por ameaça. A ocorrência foi registrada como "manifestação pública".

De acordo com a Polícia Civil, o caso envolvendo a criança autista já está sendo investigado pela Delegacia Especializada da Criança e do Adolescente de Arapiraca. Um boletim de ocorrência foi registrado e um inquérito policial está em andamento. Até o momento, não há mandado de prisão contra a babá.

A denúncia também é acompanhada pelo Ministério Público de Alagoas (MPAL) e pelo Conselho Tutelar.