Deivis Marcon Antunes, ex-presidente do Fundo Único de Previdência Social do Estado do Rio de Janeiro (Rioprevidência), foi preso nesta terça-feira (3) em uma ação conjunta da Polícia Federal e da Polícia Rodoviária Federal. A prisão acontece na segunda fase da Operação Barco de Papel, que investiga supostas operações financeiras irregulares na entidade fluminense.
Ele foi preso na rodovia Presidente Dutra, sul do estado. Deivis será encaminhado para a Polícia Federal mais tarde, apurou a reportagem.
Ao todo foram cumpridos três mandados de prisão temporária e nove mandados de busca e apreensão em endereços ligados aos investigados no Rio e em Santa Catarina. Os mandados foram decretadas pela 6ª Vara Federal Criminal do RJ com base em indícios de obstrução de investigações e ocultação de provas, segundo a PF.
Polícia Federal identificou movimentações suspeitas de retirada de documentos do apartamento de Deivis, manipulação de provas digitais, além da transferência de dois veículos de luxo para outras pessoas.
O ex-presidente do Rioprevidência foi preso enquanto dirigia um carro alugado em Itatiaia. Ele foi conduzido à Delegacia de PF em Volta Redonda, de onde será encaminhado à Superintendência da PF no Rio de Janeiro para ser ouvido.
Os outros dois alvos dos mandados de prisão estão foragidos.
A Jovem Pan tenta localizar a defesa do executivo. O espaço está aberto para manifestação.
Operações Financeiras
A Operação Barco de Papel apura irregularidades na aquisição de letras financeiras emitidas pelo banco Master, recentemente liquidado pelo Banco Central. Entre novembro de 2023 e julho de 2024, a Rioprevidência teria investido aproximadamente R$ 970 milhões na instituição financeira.
Após a primeira fase da operação, em 23 de janeiro, o governador Cláudio Castro demitiu Deivis.
O processo de liquidação do Master foi acompanhada da Operação Compliance Zero, deflagrada pela PF para combater a emissão de títulos de crédito falsos por instituições financeiras que integram o Sistema Financeiro Nacional (SFN). Como resultado, no dia 17 de novembro, o dono do Master, Daniel Vorcaro, foi preso. Depois, ele foi solto com uso de tornozeleira eletrônica.