O técnico do Brasil, Carlo Ancelotti, foi procurado pelo diretor técnico da seleção italiana, o ex-zagueiro e lateral Paolo Maldini. Tratava-se de uma sondagem para medir o ânimo do treinador com o trabalho na Seleção Brasileira no próximo ciclo. Mesmo com contrato assinado e prorrogado até 2030 pouco antes do início da Copa do Mundo, havia a percepção de que uma proposta da terra natal poderia seduzir o profissional. Mas, pelo contrário, o que Maldini ouviu foi exatamente o inverso. O próprio Ancelotti relatou o contato dos italianos à confederação cerca de 10 dias depois da eliminação.
Ancelotti narrou internamente, ao relatar a abordagem italiana, que explicou aos conterrâneos que "em um ano no Brasil, não só foi muito bem recebido, como confia no trabalho que está sendo realizado e nos ajustes que precisam ser feitos". O técnico também afirmou aos italianos que quer cumprir o contrato e avisou que pretende "entregar o que não pôde ser entregue nesta Copa".
As pessoas consultadas pela reportagem confirmaram que Ancelotti sequer aceitou conversar sobre a possibilidade de iniciar tratativas. Mas não houve rusgas, foi uma resposta em tom cordial.
— Não abriu negociação, nem conversa — disse um integrante do alto escalão da CBF.
O Brasil foi eliminado na Copa do Mundo pela Noruega, nas oitavas de final. Após a competição, Ancelotti seguiu para o Canadá, onde possui uma propriedade, e é esperado em agosto na CBF para seguir com o planejamento e o início do trabalho para o próximo ciclo. Já há dois amistosos marcados para os dias 25 e 29 de setembro, em Townsville e Brisbane, contra a Austrália. Há ainda a possibilidade de um terceiro amistoso já no início de outubro, visto que a data Fifa irá até o dia 6. A princípio, a partida deverá ser na Ásia, mas, por ora, não há definição de local ou adversário.