O volume de pedidos de benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) aguardando análise há mais de 45 dias caiu 74% em 2026, segundo dados técnicos da própria autarquia.
O estoque passou de 1,88 milhão de requerimentos em janeiro para 486 mil até 14 de julho, atingindo o menor nível em quase dois anos.
Apesar da melhora, o estoque total de pedidos ainda soma 1,68 milhão de requerimentos. Desse total, 44,3% estão dentro do prazo legal de análise, enquanto 26,7% dependem de ações dos próprios segurados, como envio de documentos.
A redução ocorre em meio a uma aceleração no ritmo de análise de processos. Entre janeiro e maio, o INSS julgou 34,7% mais pedidos do que no mesmo período de 2025 e 71,5% acima do registrado em 2021.
Com isso, o tempo médio de concessão também caiu. Após atingir 108 dias em 2021, o prazo ficou abaixo de 50 dias no fim de junho deste ano, indicando maior rapidez na resposta aos segurados.
No acumulado de janeiro a maio, a média mensal de benefícios concedidos subiu 12,4%, passando de 608,6 mil para 683,8 mil. Em março, a autarquia registrou 1,62 milhão de processos analisados e 890 mil concessões em um único mês.
Segundo o órgão, o avanço está ligado a mudanças operacionais e ao uso de tecnologia, como sistemas digitais de análise documental e a ampliação da telemedicina para perícias. Também contribuíram a realização de mutirões e a entrada de novos peritos e assistentes sociais.
Entre as medidas adotadas estão o uso do Atestmed, plataforma que permite análise de afastamentos sem perícia presencial, e a expansão da chamada “perícia conectada”, que leva atendimento a regiões sem médicos peritos.