O ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato do Novo à Presidência da República, Romeu Zema terá sua candidatura oficializada em convenção nacional do partido nesta segunda-feira (27), em Brasília. Empresário e administrador de empresas, ele disputará pela primeira vez o Palácio do Planalto após dois mandatos consecutivos no comando do estado.
Natural de Araxá (MG), Zema tem 61 anos e é formado em Administração de Empresas pela FGV (Fundação Getulio Vargas). Bisneto de Domingos Zema, fundador do Grupo Zema, fez carreira no conglomerado familiar, que atua nos setores de varejo, combustíveis, concessionárias e serviços financeiros. Ele assumiu a administração das empresas em 1991 e permaneceu no grupo até ingressar na política.
Filiado ao Novo desde 2018, Zema estreou na vida pública naquele mesmo ano, quando foi eleito governador de Minas Gerais sem nunca ter ocupado um cargo eletivo. Na disputa, derrotou nomes tradicionais da política mineira, como os ex-governadores Fernando Pimentel (PT) e Antonio Anastasia (PSDB).
À frente do governo mineiro, adotou uma agenda voltada ao ajuste das contas públicas, redução de despesas, enxugamento da máquina administrativa e defesa de privatizações.
Reeleito em 2022, Zema ampliou sua presença no cenário nacional e passou a percorrer outros estados de olho na disputa presidencial de 2026. Na campanha deste ano, busca se apresentar como uma alternativa à polarização entre PT e PL.
Embora tenha apoiado Jair Bolsonaro (PL) nas eleições de 2018 e 2022, Zema tem procurado marcar distância da candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), principalmente após os desgastes envolvendo o caso Banco Master.
Em maio, após a divulgação dos documentos que revelaram a negociação de R$ 134 milhões entre o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e Flávio, Zema admitiu que o episódio se tratou de "um tapa na cara do brasileiro" e afirmou que as explicações do senador do PL "não foram convincentes o suficiente".
Zema chegou a dizer que "nunca foi próximo" de Flávio. "Nós nunca fomos próximos. Estive mais próximo do Bolsonaro, porque fui governador enquanto [ele era] presidente. Foi um presidente que levou coisas boas para os mineiros e com o senador não tive muito contato. Tive agora no começo do ano em alguns momentos e não concordo com quem lida com esse banqueiro [Daniel Vorcaro], talvez o maior banqueiro bandido da história. Não posso aplaudir ninguém que se aproximou desse banqueiro", explicou.
Apesar de se dizer afastado do candidato do PL, Zema e Flávio já trocaram afagos no começo deste ano. Além disso, o ex-governador mineiro era um dos cotados para assumir o posto de vice na chapa ao Planalto encabeçada pelo senador fluminense.