A Polícia Federal cumpriu 39 mandados de busca e apreensão em endereços ligados a suspeitos de manter fraudulentamente benefícios previdenciários por incapacidade temporária. O grupo, formado por servidores públicos, profissionais da saúde, contadores, empresários e intermediários, teria fraudado ao menos 172 benefícios, gerando um prejuízo de aproximadamente R$ 6,57 milhões aos cofres públicos.
As investigações apontam que os criminosos eram responsáveis por emitir laudos médicos falsos, criar vínculos empregatícios fictícios, inserir informações fraudulentas nos sistemas previdenciários, recrutar beneficiários e movimentar os valores obtidos ilicitamente.
O caso passou a ser investigado após identificarem indícios de um esquema voltado para a concessão indevida de benefícios previdenciários.
Além dos mandados, a Justiça determinou a quebra dos sigilos bancário e fiscal, proibição de contato entre os investigados e constrição de bens e valores, com a finalidade de assegurar eventual ressarcimento dos prejuízos causados aos cofres públicos.
Os suspeitos poderão responder, na medida de suas responsabilidades, pelos crimes de estelionato previdenciário, falsificação de documento público, inserção de dados falsos em sistema de informações, organização criminosa e lavagem de dinheiro.
A ação contou com a participação da Coordenação-Geral de Inteligência da Previdência Social do Ministério da Previdência Social. Já as operações foram cumpridas em 10 cidades do Maranhão e nos municípios de Santa Rosa/RS, Cotia/SP, Parauapebas/PA, Parnaíba/PI e Ubajara/CE.