Uma operação foi deflagrada pela Polícia Federal (PF), nesta quarta-feira (22), para apurar a atuação de um grupo suspeito de operar um esquema de obtenção indevida de Benefícios de Prestação Continuada (BPC/LOAS) por meio de documentos falsos e da utilização de uma mesma identidade biométrica vinculada a diferentes registros civis ao longo de 10 anos.
As diligências apontam ainda que os valores recebidos por meio dos benefícios fraudados ultrapassam R$ 436 mil .
As investigações tiveram início após a identificação de que uma mesma biometria estava associada a dois registros civis distintos, cada um vinculado a um Cadastro de Pessoa Física (CPF) diferente e a beneficiários de assistência social. A Operação Dupla Face cumpriu um mandado de busca e apreensão em Macapá (AP).
Durante a apuração, a PF identificou indícios de irregularidades tanto na concessão quanto no desbloqueio de benefícios para a contratação de empréstimos consignados, além de acessos aos sistemas do INSS a partir de diferentes estados em circunstâncias incompatíveis com os procedimentos administrativos regulares.
As investigações continuam com o objetivo de identificar todos os envolvidos e dimensionar os prejuízos causados aos cofres públicos.