O Botafogo iniciou um processo de reformulação no elenco neste segundo semestre. O movimento acontece juntamente com os primeiros passos da nova gestão do clube, que está sob o comando de Eduardo Iglesias e tem uma nova investidora a caminho, a GDA. As oito saídas deram um alívio de cerca de R$ 6 milhões na folha salarial.
O planejamento elaborado pelo departamento de futebol para ser executado ainda nessa janela de transferências tinha a missão de se desfazer dos jogadores que estavam fora dos planos e, paralelo a isso, concluir a missão desejada pela diretoria há meses: a redução da folha salarial.
Internamente, o entendimento era da necessidade de enxugar a folha salarial de R$ 21 milhões para perto de R$ 15 milhões mensais. O ge apurou que houve a economia de cerca de R$ 6 milhões por mês com as saídas de Neto, Newton, Nathan Fernandes, Bastos, Raul, Chris Ramos, Léo Linck e Joaquín Corrêa.
Para isso, o Botafogo usou de diferente estratégias, desde a venda (caso de Newton), como o empréstimo (casos Nathan Fernandes, Chris Ramos e Léo Linck) até a rescisão de contrato de forma amigável (casos de Neto, Bastos, Raul e Joaquín Corrêa).
O clube ainda trabalha para definir o destino de Ythallo e Caio Roque. Ambos estão fora dos planos desde a reapresentação após a Copa do Mundo, mas o Botafogo tem missões diferentes para cada um deles. O planejamento é emprestar o zagueiro para que ganhe minutagem, enquanto precisa encontrar um novo clube para o lateral, que tem vínculo por empréstimo com a Portuguesa.
Saídas do Botafogo nesta janela
- Bastos: rescindiu
- Chris Ramos: emprestado para o Real Oviedo (Espanha)
- Joaquín Corrêa: rescindiu e assinou com Estudiantes (Argentina)
- Léo Linck: emprestado para o Estrela Amadora (Portugal)
- Nathan Fernandes: emprestado para o Ludogorets (Bulgária)
- Neto: rescindiu
- Newton: vendido para o São Paulo
- Raul: rescindiu e assinou com AVS Futebol SAD (Portugal)
Além das saídas, o Botafogo conseguiu se reforçar e contratou seis atletas: Warleson, Gabriel Batista, Lucas Monzón, Paulinho, Domingos Andrade e Danilo Pereira. A previsão é que os gastos mensais com os atletas contratados representem menos da metade do alívio salarial gerado pelas saídas.
No Botafogo, as negociações são divididas entre entradas e saídas, sendo as saídas feitas por Deive Bandeira e entradas por Brunno Noce, com o diretor de futebol Léo Coelho participando em conjunto em ambos os casos. Quem tem a palavra final das negociações é Eduardo Iglesias, diretor geral da SAF.
Esta é a primeira janela sob a influência da GDA, que decidiu adotar o modelo adotado no início da gestão de John Textor: nomes pouco badalados e contratações de baixo custo. Nos bastidores, se fala que a ideia da GDA é focar em um time "mais operário" e que seja montado a partir de grande atuação do departamento de scout.